A lua acompanha-me
A lua acompanha-me. Pensei que fosse o teu brilho, a tua luz. Pensei que fosse a tua voz esta leveza que me chama e me conduz. Pensei que fosses tu nesta noite. Mas é a lua. Nitidamente, a lua. Consigo discernir a sua face secreta e revelada, os seus montes negros na planície que se entende branca. É a lua que hoje me acolhe.
Sob os meus pés a cidade estende-se. Não imaginava que a cidade pudesse ser tão bela. Luz aqui e acolá. E a lua. A lua que me acompanha.
Queria dizer-te tanta coisa e tanta coisa se esfumou no instante em que te vi. Não porque sejas belo ou porque a tua presença me incomoda. Apenas porque és tu. Porque o silêncio do que nós não dizemos pode pesar mais do que as palavras ditas. E a voz secou. E a boca tornou-se fonte sem vida. Tudo passou. Sim, e tudo passou... Partiste sem olhar para trás. Eu parti e vi que não olhaste. E depois? O que é que aconteceu depois? Nada. Nada tem de acontecer.
Hoje estou eu e a lua. A lua que me seduz. A lua que se confunde com estas pequenas luzes sob os meus pés. A lua que eu distingo claramente. Não és tu. Sou apenas eu e a lua.
Sob os meus pés a cidade estende-se. Não imaginava que a cidade pudesse ser tão bela. Luz aqui e acolá. E a lua. A lua que me acompanha.
Queria dizer-te tanta coisa e tanta coisa se esfumou no instante em que te vi. Não porque sejas belo ou porque a tua presença me incomoda. Apenas porque és tu. Porque o silêncio do que nós não dizemos pode pesar mais do que as palavras ditas. E a voz secou. E a boca tornou-se fonte sem vida. Tudo passou. Sim, e tudo passou... Partiste sem olhar para trás. Eu parti e vi que não olhaste. E depois? O que é que aconteceu depois? Nada. Nada tem de acontecer.
Hoje estou eu e a lua. A lua que me seduz. A lua que se confunde com estas pequenas luzes sob os meus pés. A lua que eu distingo claramente. Não és tu. Sou apenas eu e a lua.
